segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Linda


domingo, 27 de dezembro de 2009

À uma amiga (que não vai ler).

Eu sei que te desapontei.
Te dou razão se escolher me odiar.
Eu sei que você esperava mais de mim.
Compreendo que prefira agora me ignorar.

Eu entendo, é claro
cada palavra dura
que, por ventura,
vier a dirigir à mim.

Eu queria poder fazer diferente.
Me arrependo.
Sinto sua falta.
Eu gostaria de poder ter
nem que fosse somente
um breve olhar,
um aceno mudo de adeus.

Eu gostaria de poder mudar o passado
ou, ao menos, ter uma chance de mostrar-te
que não sou o mesmo tolo.
Que sinto sua falta.
Que eu gostaria de ter novamente as tuas palavras,
e de dirigir-te as minhas.
Que a cada dia que passa,
eu me sinto pior.

Sinto raiva de mim.
Raiva por ter te perdido assim.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Esperança

Nunca foi o meu forte.
Sou pessimista, e admito.
Devo ter lido
muito Álvares de Azevedo,
Casimiro de Abreu.
Queria eu ter o otimismo faltante.
O otimismo dela.
Mas, ao lado dela,
sinto-me Miguel de Lorena,
e os objetos de Lygia me assombram.
Pelo menos, sou moderno.
Um moderno pessimista e desiludido,
é verdade.
Álvaro e Manuel me entenderiam.
Minha vida, é uma constante.
Faltosa, revoltosa e errante.
Descontente, vejo nela, 
o sorriso de apoio.
Estou começando a notar,
que talvez,
aquela esperança que me falta,
pertença à ela. 
Seu sorriso me sorri.
E eu sorrio de volta.
Gaguejo e desconveso,
digo não acreditar no que me diz,
sua esperança não me convence.
Mas, no fundo,
sinto-me bem.
E sorrio.

Ah, que sorte poder experimentar da beleza da poesia romântica, sem idealismos. Como Castro Alves, que era romântico, mas não morreu virgem. 
Mas, não se desespere, Azevedo agora pode comer seus defuntos. 

Não me olhe assim, o boca do inferno foi Gregório de Matos Guerra. 

Infantilidades

Eu sou uma criança um pouco alta.
Alta de altura,
beber, não bebo.

sábado, 31 de outubro de 2009

Sol quente queima a pele da gente.

E o calor lá fora é insuportável.
E o vento que sopra em meu quarto é frio.
E o vento que sopra na rua é quente. 
E o aquecimento global é notável. 

Obrigado, oh, magnífico ar condicionado!



P.S.: a gauchada 'tá derretendo! 

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Existência maldita

Quando o brilho lhe abandona os olhos,
que fecham-se lentamente,
desejando não o fazer.
A alma clama pela vida.
Oh! Sinto-me tão vivo!
Ah... Sinto-me tão morto.

Quanto teu sangue,
quente e doce,
toca-me os lábios gelados.
Quando a tua vida me pertence,
Oh! Sinto-me tão vivo!
Ah... Sinto-me tão morto.

Quando o líquido tão desejado
toca-me a garganta.
Quando a minha existência,
perpertua-se na tua morte.
Oh! Sinto-me tão vivo!
Ah... Sinto-me tão morto.

Quando morres nos meus braços,
e complacente aceitas
a mim entregas a vida,
e teu sangue me alimenta.
Oh! Sinto-me tão vivo!
Ah... você já sabe o resto.


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:: alguém lembra do oliver?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A noite

Acredite na noite,
nos seres da noite.
Esses seres.
Doces seres.
Perigosas mentes,
dos seres da noite.
Da noite dos seres.
Das sombras dos seres.
Dos seres da noite.
Da noite das sombras.
Nos seres da noite.
Nas sombras da noite,
os seres.


Todos os textos desse blog são de autoria de Tiago R.L. Sinta-se à vontade para reproduzi-los, apenas dê os devidos créditos. (Nome do autor, link e toda essa parafernália...) De preferência, deixe um recado na Cbox. Favor informar nome, idade, tipo sanguíneo, RG, CPF...