Nunca foi o meu forte.
Sou pessimista, e admito.
Devo ter lido
muito Álvares de Azevedo,
Casimiro de Abreu.
Queria eu ter o otimismo faltante.
O otimismo dela.
Mas, ao lado dela,
sinto-me Miguel de Lorena,
e os objetos de Lygia me assombram.
Pelo menos, sou moderno.
Um moderno pessimista e desiludido,
é verdade.
Álvaro e Manuel me entenderiam.
Minha vida, é uma constante.
Faltosa, revoltosa e errante.
Descontente, vejo nela,
o sorriso de apoio.
Estou começando a notar,
que talvez,
aquela esperança que me falta,
pertença à ela.
Seu sorriso me sorri.
E eu sorrio de volta.
Gaguejo e desconveso,
digo não acreditar no que me diz,
sua esperança não me convence.
Mas, no fundo,
sinto-me bem.
E sorrio.
Ah, que sorte poder experimentar da beleza da poesia romântica, sem idealismos. Como Castro Alves, que era romântico, mas não morreu virgem.
Mas, não se desespere, Azevedo agora pode comer seus defuntos.
Não me olhe assim, o boca do inferno foi Gregório de Matos Guerra.